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A CIDADE DAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS  Recentemente, surgiu a proposta da construção de um condomínio fechado em Pelotas de proporções gigantescas (20 a 35 hectares) na área delimitada pelas linhas verdes no mapa de Pelotas, nas proximidades da região do Foro. Ao total, possui 83 hectares, equivalente ao mesmo número de campos de futebol.
Isso só foi possível graças a uma mudança no plano diretor de Pelotas, realizado pela câmara de vereadores, que limitava a construção de condomínios a 1 hectare. Para se ter uma idéia, em Porto Alegre, o limite é de 2,25 hectares. Esse plano diretor foi alterado e essa obra viabilizada.
Será, sem dúvida, um condomínio de alto padrão, cercado de muros e voltado à diminuta parcela dos abastados em Pelotas. Não haveria nenhum problema nisso, se não fosse pela fragorosa ocupação do espaço urbano que isso acarretará.
Pelotas é uma cidade paupérrima que se destaca, historicamente, pela péssima distribuição de renda. Apesar de ser a terceira maior cidade do estado em número de habitantes, tem um PIB inferior ao de cidades bem menores. Porém, isso não afeta a parcela mais favorecida economicamente da população, pois eles não dependem dos serviços públicos da cidade. Estando bom para eles, não existe intenção por parte do poder público de mudar coisa alguma.
Foi assim, é assim e seguirá sendo assim, tendo em vista que as principais lideranças políticas da cidade, apesar de se agredirem nas campanhas eleitorais, fazem parte dessa elite econômica que enche o povo de promessas e esquece deles na hora de definir prioridades. Mudam os nomes, mudam as cores, mudam os partidos, mudam as caras, mas não muda a situação do povo!
Sob um ponto-de-vista voltado ao progresso, essa área toda poderia ser usada para atrair investimentos, gerando emprego e renda à população. A ocupação do espaço urbano é uma tendência forte em cidades, sobretudo nas grandes e médias, porém a forma como essa ocupação é feita determina o rumo que um lugar toma.
Em uma cidade na qual o progresso é uma prioridade, essa área seria reservada para instalar indústrias e outras fontes de divisas, precedidas por obras de infra-estrutura que atraissem tais investimentos. Todavia, em uma cidade que caminha a largos passos rumo ao retrocesso e ao agravamento das desigualdades, como Pelotas, espaços assim são reservados a capitanias hereditárias, em pleno século XXI.
Grande parte da população segue sem emprego, sem renda, sem serviços básicos e sem um pingo de qualidade de vida. Mas enquanto estiver bom para o pequeno percentual que elitiza o município, nada disso importa.
Não há nada de errado em ser rico. Muitos conquistaram a riqueza através de muito estudo, trabalho e, portanto, têm muitos méritos para isso. Certamente, os que assim o fizeram sabem da importância de haver igualdade de oportunidades.
Portanto, o que há de errado não é meramente a existência de pessoas abastadas. O que há de errado são as desigualdades sociais, perpetuadas por governos que só lembram da população na hora de pedir votos. POSTADO POR DAVID MELLO EM 31/12/2009 - 13:51 MARCADOR: PELOTAS COMENTÁRIOS |
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CRIATIVIDADE NATALINA Eu recebi esse e-mail que começou a circular via encaminhamentos através da Internet e chegou a minha caixa de entrada.
"Querido Papai Noel!
Esse ano você levou o meu cantor e dançarino preferido, Michael Jackson;
Meu ator preferido, Patrick Swayze;
A minha atriz preferida, Farrah Fawcett.
Quero lembrar a você que a minha política favorita é a Yeda Crusius!
Leve-a também!"
Não sei quem escreveu isso, mas é alguém muito criativo! POSTADO POR DAVID MELLO EM 25/12/2009 - 22:59 MARCADOR: POLÍTICA COMENTÁRIOS |
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