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LEXMARK Z32 E A VIDA  Algumas coisas na vida me fazem lembrar dessa impressora que um dia tive a infelicidade de comprar. Estas coisas que me remetem à velha Z32 também são situações em que é preciso ser bastante azarado pra passar.
A princípio a impressora parecia bonita, robusta, com diversas funções, versátil e com diversas outras qualidades. Imprimia até fotos!
Parecia ser um equipamento confiável, que nunca me deixaria na mão quando eu precisasse dela para algo importante.
Porém, à medida que o tempo foi passando e o prejuízo se acumulando, fui percebendo que a impressora não era tão confiável assim. Percebi que nos momentos em que eu mais precisava, ela menos funcionava. Percebi meu dinheiro sendo engolido e vomitado em forma de tinta pelos cartuchos que eu repunha e vazavam, além dos diversos outros cuidados que tomava.
O tempo foi passando e eu percebi que não adiantava cuidar, limpar ou comprar cartuchos novos toda semana, pois a impressora jamais seria confiável como eu um dia imaginei que fosse.
Esteve durante longos anos em cima da minha mesa e a história sempre se repetia.
Até que finalmente chegou o dia em que eu decidi me livrar dela, sem volta. Hoje, não aceito essa impressora de volta nem pela fortuna de Bill Gates, Warren Buffet e Carlos Slim juntos (US$ 180 bilhões). O prejuízo pela falta de qualidade e confiabilidade sobrepujaria de longe qualquer coisa boa que pudesse me proporcionar.
POSTADO POR DAVID MELLO EM 22/06/2009 - 17:12 MARCADOR: DAVID COMENTÁRIOS |
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MAHMOUD AHMADINEJAD Eleito pela primeira vez para a presidência do Irã em 2005, o doutor em engenharia civil e planejamento de tráfego, Mahmoud Ahmadinejad representou um marco nas relações entre o mundo islâmico e o Ocidente. Logo após eleito, esteve na sede da ONU em Nova York e demonstrou, por suas palavras, o que esperar do Irã sob a administração Ahmadinejad:
"A prevalência de dominação militar, a pobreza crescente, a lacuna cada vez maior entre países ricos e pobres, o uso de violência para resolver crises, a propagação do terrorismo - especialmente do terrorismo de Estado - a existência e a proliferação de armas de destruição em massa, a impregnante falta de honestidade nas relações entre Estados, a indiferença aos direitos iguais de povos e nações nas relações internacionais, constituem alguns dos desafios e ameças".
Os governos ocidentais, especialmente nos EUA e na Europa, claro, não gostaram desse discurso, principalmente por ele constituir a verdade e um fato que eles não têm a menor intenção de modificar - a lacuna cada vez maior entre países ricos e pobres. Isso, vindo de um país com um potencial muito grande e que, ao mesmo tempo, está incluído na definição política do "Eixo do Mal" criada por Bush, acende a luz vermelha em diversos palácios do poder ao redor do mundo que espalham a pobreza e a assite pelos seus televisores digitais FULL HD.
Um dos princípios do islã refere-se à ajuda ao próximo. Ajudar as pessoas mais necessitas é, para o islã, tão importante quanto orar cinco vezes por dia em direção à Meca. Ahmadinejad, aparentemente, se preocupa com isso, levando em conta seus programas sociais criados para atender os iranianos mais necessitados. Fato pouco mencionado pela imprensa ocidental.
Um erro de Ahmadinejad, com certeza, é sua posição radical anti-Israel. Claro que nenhuma nação precisa concordar com a política semita, porém ao declarar que Israel deveria ser varrido do mapa e ao levar os mais famosos anti-semitas do mundo para discutir em Teerã se o Holocausto realmente foi o que a história afirma ser, Mahmoud estava fazendo duas coisas: aumentando a intensidade da guerra de fatos que disputa contra a mídia ocidental - especialmente dos EUA (majoritariamente controlada por judeus) - e dando aos seus críticos armas poderosas. O único apoio que conseguiu com esse ato foi o da escória da política dos EUA e da Europa, representada por nomes como David Duke, neonazista profissional, ex-membro da KKK (Ku Klux Klan) e admirado por muitos adeptos de suas idéias.
Isso, porém, não representa motivo para invadir o Irã e promover mais uma guerra no mundo. O foco está na questão nuclear. O domínio da tecnologia nuclear pode servir tanto para fins de desenvolvimento como para fins bélicos. Ahmadinejad afirma:
"Uma nação com cultura, lógica e civilização não precisa de armas nucleares. Os países que buscam armas nucleares são aqueles que querem resolver todos os problemas com o uso da força. Nossa nação não precisa destas armas".
O que mais leva a crer que o medo do Ocidente não se fundamenta é a ausência de armas de destruição em massa no Iraque. Os EUA diziam que tinha, a imprensa dizia que tinha, quase todos acreditavam que tinha. Nada além de um método de propaganda consagrado por Joseph Goebbels que afirmava que uma mentira dita 100 vezes torna-se verdade. Não há nenhuma evidência de que o Irã esteja violando qualquer tratado de não-proliferação de armas nucleares. E isso não se dá por falta de tentativa. Com certeza há mais espiões estrangeiros infiltrados no Irã do que se possa imaginar. Se houvesse alguma evidência do uso bélico da tecnologia nuclear, com certeza já teria vindo à tona.
Agora parecem tentar derrubar politicamente Ahmadinejad. Por uma questão de transparência, o ideal seria recontar todos os votos, para tornar irrefragável a reeleição. Porém, essas disputas políticas internas cabem ao povo iraniano. Não é nada, pois, que exija tanques e caças estrangeiros bombardeando vilarejos repletos de civis. POSTADO POR DAVID MELLO EM 21/06/2009 - 16:13 MARCADOR: INTERNACIONAL COMENTÁRIOS
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