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TERRORISMO DE ESTADO Durante a madrugada de hoje (31 de maio), no horário local, um conjunto de embarcações civis de uma ONG chamada Free Gaza, que carregava ajuda humanitária em direção à Faixa de Gaza, foi barbaramente atacado por forças militares israelenses em águas internacionais e a ação resultou em, pelo menos, 9 mortes. Um país usou força militar contra civis em águas internacionais: uma clara definição de de terrorismo de Estado. Isso gerou reações em diversos locais do mundo, especialmente na Turquia, porquanto as embarcações pussuíam bandeira daquele país.
Apesar do claro ato de terrorismo praticado por Israel e das reações mundo afora, não há expectativas de que o país sofra qualquer tipo de sanção, pois o estado judeu repousa sobre o colo dos EUA. Se a Turquia atacasse um navio de civis israelenses, a OTAN e a ONU estariam reunidas imediatamente para impor sanções à Turquia. Mas como na diplomacia internacional, há dois pesos e duas medidas, os israelenses podem ficar tranquilos, pois nenhum tipo de punição decorrerá desse ato desleal, pirata, assassino e terrorista.
No entanto, atacar um navio cheio de civis e carregados com comida, equipamentos médicos, agasalho e medicamentos não é uma demonstração de força. É uma demonstração de covardia e, portanto, de fraqueza. À medida que a hegemonia dos EUA está caindo e novas lideranças em um mundo multipolarizado estão emergindo, o Estado de Israel vê a sua segurança, baseada no poder de intimidação dos EUA, caindo vertiginosamente.
Só há uma solução para Israel: construir relações mais saudáveis com as outras nações do mundo, especialmente com os países árabes, permitindo que o povo palestino tenha sua pátria. Se isso é tão difícil de executar, que pelo menos não ataquem militarmente embarcações civis com ajuda humanitária em águas internacionais em direção à faixa de Gaza.
Essa covardia é uma demonstração de fraqueza e desespero. Israel está cultivando inimizades mundo afora, aproveitando-se da proteção dos EUA em troca de dinheiro para campanhas políticas de republicanos e democratas (isso mesmo, quem vota em republicano ou democrata, está, de qualquer maneira, votando em alguém que vai proteger Israel a todo custo). Mas um dia essa proteção irá terminar e a hora de mudar a postura diante dos outros países é agora. Caso contrário, a inexistência do Estado de Israel não será um mero devaneio de islâmicos radicais. Será uma realidade. POSTADO POR DAVID MELLO EM 31/05/2010 - 14:01 MARCADOR: INTERNACIONAL COMENTÁRIOS
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E O RADICAL É O IRÃ?  O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez um apelo às potências ocidentais que respeitem o acordo conquistado entre o Irã, a Turquia e o Brasil, através do qual o Irã cumpre com os requisitos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O acordo prevê que o Irã troque, em território turco, urânio de baixo enriquecimento por combustível necessário para reatores de pesquisas médicas. As potências do Ocidente temem que o Irã use urânio enriquecido para fins bélicos, mas se essa fosse a intenção do presidente Ahmadinejad, por que ele trocaria isso por combustíveis para pesquisas médicas?
Será que os EUA e a UE temem que o Irã jogue máquinas de PET-Scan contra o Pentágono? Não. Os líderes europeus e estadunidenses são espertos o bastante para saber que o material que o Irã receberia em troca do seu urânio não tem nenhum potencial destrutivo. O que todo mundo sabe, porém, é que o Irã tem ricas reservas de petróleo, assim como o Iraque, invadido e ocupado até hoje, com caos, desordem e terrorismo acontecendo todos os dias, especialmente o terrorismo de Estado.
"A declaração de Teerã (sobre um acordo de troca de combustível) constitui a melhor oportunidade; demos um grande passo à frente e dissemos algo muito importante. Já não existem mais desculpas", afirmou o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Além disso, o mandatário iraniano declarou ao presidente Obama que se não aproveitar essa oportunidade, os iranianos não lhe darão outra.
Porém, os líderes da França, China e Estados Unidos, ainda não estão satisfeitos. Em um discurso prolixo, a secretária de estado Hillary Clinton declarou que há diversas lacunas não preenchidas no acordo, sem especificar quais.
Em um mundo com tanta violência, tantos conflitos armados, tanto terrorismo (especialmente o terrorismo de Estado) e tantas ameaças; as nações que se consideram avançadas e desenvolvidas não são capazes de buscar um entendimento com o Irã (que deu um passo importantíssimo nesse aspecto). Os EUA votam sanções contra o Irã e tentam convencer os outros países a fazer o mesmo. Será que teremos mais uma guerra com milhares de mortes em nome do petróleo? Será que os EUA e os países da Europa, que se consideram o cérebro do mundo, não têm capacidade de resolver esses problemas no diálogo e na diplomacia? São necessárias sanções? ameaças? guerras?
Nos anos 80, os EUA apoiaram o Iraque em uma guerra contra o Irã sem vencedores e anos depois, lutou contra o mesmo Iraque que outrora apoiara na Guerra do Golfo. E o radical é o Irã?
Em meados dos anos 90, ao invés de tentar entendimento com Slobodan Milosevic, a OTAN, liderada pelos EUA, bombardeou a antiga Iugoslávia, acertando hospitais, escolas, casas, ambulâncias. E o radical é o Irã?
Sob o pretexto falso de que o Iraque possuía armas de destruição em massa (que até hoje não foram encontradas), os EUA, sem o aval da ONU, invadiram o Iraque, derramando sangue em nome do petróleo e do dinheiro. E o radical é o Irã?
Constantemente os EUA ameaçam militarmente países que discordam de sua política, sempre com o apoio de seus amigos europeus. E o radical é o Irã?
A única nação do mundo que já usou armas nucleares para atacar outra foram justamente os EUA, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, a bordo de um avião chamado "Enola Gay", sobre o Japão em um exibicionismo desnecessário que custou a vida de 90 mil pessoas sobre uma nação que estava a ponto de se entregar. E o radical é o Irã? POSTADO POR DAVID MELLO EM 26/05/2010 - 09:54 MARCADOR: INTERNACIONAL COMENTÁRIOS |
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VALE A PENA COMPRAR NO MERCADOLIVRE?  Apesar da pergunta ser direta, a resposta é: "depende". Isso ocorre porque o MercadoLivre não é um site de vendas com estoque próprio, como a Americanas ou o Submarino, por exemplo. O Mercadolivre é um site em que pessoas físicas e empresas negociam como vendedores e compradores de produtos novos e usados. Desde capas de silicone para MP10 por R$ 1,00 até terrenos de 35000 metros quadrados em Curitiba por R$ 20 milhões (ver anúncio). Dessa maneira, vários tipos de negociação podem ser feitas via MercadoLivre.
Por oferecer uma quantidade maior de produtos do Brasil inteiro (e até do exterior), o MercadoLivre compete com o comércio local de cidades subdesenvolvidas, como Pelotas, em que os preços de muitos artigos são proibitivos à maioria da população e a diversidade de marcas e modelos é uma utopia. Citando o exemplo de Pelotas, há 6 meses, ninguém vendia roteador de outra marca além da D-Link (que eu não aceito nem de presente). Portanto, quem precisasse de Internet em Pelotas tinha três opções: (1) comprar roteador D-Link e torcer para o milagre da Internet funcionar, (2) viajar a outras cidades atrás de roteadores de outra marca ou (3) comprar um destes pela Internet. No caso do roteador, depois de anos de luta contra a instabilidade de um 500B, meus problemas de Internet foram resolvidos com o Thomson TG 508 que comprei no citado site.
No entanto, o que assusta os compradores é fato de terem de pagar pelo produto antes sequer de ser enviados, ao contrário de uma loja convencional, em que o cliente entra, paga e, geralmente, recebe o produto na hora (porém, comprar de uma empresa na mesma cidade não significa, necessariamente, uma negociação segura e, quase sempre, representa um custo maior).
Então, como comprar com segurança no MercadoLivre?
1. Em primeiro lugar, vale a pena ler, nem que seja brevemente, as regras do site. Só clique em "Comprar" se tiver certeza que quer comprar. Cada vez que uma pessoa clica em "Comprar", o MercadoLivre pressupõe que o vendedor já concretizou a negociação e cobra comissão (na época em que eu vendia, era de 5% do valor do artigo anunciado). Para não pagar a comissão sobre algo que não vendeu, o vendedor deve qualificar o comprador como negativo.
2. Se não está explicitado no anúncio o valor do frete, pergunte ao vendedor o valor do frete para o seu CEP. Por exemplo: "Qual o valor do frete por PAC e Sedex para o CEP 96020-080?", pois, muitas vezes, os vendedores vendem os produtos mais baratos, porém lucram em cima do frete.
3. Antes de comprar, veja as qualificações do vendedor. No anúncio, há uma graduação em cores (quanto mais próximo do verde, melhor a reputação do vendedor). Pode clicar em "Mais Informações" e ali estarão explicitadas duas informações importantíssimas, conforme a figura mostrada nesse artigo: o percentual de qualificações positivas e, mais importante, o número de negociações realizadas. Em geral, considera-se confiável um vendedor que possua mais de 90% de qualificações positivas e um número grande de vendas (no caso de um vendedor profissional). Em relação aos vendedores ocasionais, que vendem seus produtos esporadicamentes, tais como produtos usados ou artesanato, geralmente não possuem um número de negociações tão grande como de um vendedor profissional, porém, o percentual de qualificações positivas é um marcador de confiabilidade.
4. Caso o vendedor possua poucas qualificações (iniciante ou esporádico), pergunte se ele aceita o MercadoPago. Através do MercadoPago, o MercadoLivre funciona como um intermediador da negociação. Você paga ao MercadoLivre o valor referente ao produto + frete (podendo parcelar - o que nem sempre é vantagem devido aos juros gigantescos que eles cobram) e, depois que o produto chegar na sua casa sem problemas, você libera ao vendedor o valor que pagou, informando ao MercadoLivre que o vendedor fez sua parte na negociação.
5. Não abuse do MercadoPago. Apesar dessa ferramente permitir que o comprador possa pagar com boleto bancário e cartão de crédito, podendo parcelar, os juros são estratosféricos. Se não tiver dinheiro para comprar o produto no momento e se não for uma compra urgente, é preferível esperar alguns meses para comprar à vista. Adicionalmente, como ferramenta de segurança, o MercadoPago apresenta o problema de que, se o vendedor não faz a sua parte na negociação, tu recebes o teu dinheiro de volta, mas isso demora. Portanto, cautela é a palavra de ordem.
6. Aproveite os leilões de R$ 1,00. Na página inicial há leilões com preços iniciando a R$ 1 e, ao final do leilão, quem oferecer o maior preço, leva o produto. Obviamente que uma película de MP10 começando a R$ 1 dificilmente será vendida por mais do que isso enquanto uma câmera digital Sony de última geração será vendida por mais de R$ 400, apesar de ambos iniciarem ao mesmo preço. No entanto, todos os outros cuidados são importantes até mesmo nesses leilões.
7. Verifique se o produto está no território nacional. Em caso de dúvidas, pergunte ao vendedor antes de dar o lance. Há diversos produtos eletrônicos com preços tentadores, porém são importados diretamente da China ou dos EUA para o endereço do consumidor (o vendedor nem vê o produto). Nesse caso, além do prazo de entrega ser muito maior, há o risco da Receita Federal reter o produto na alfândega de acordo com as regras aduaneiras vigentes (clique aqui para ler) que prevê o pagamento de uma alíquota de 60% sobre o valor declarado do produto e do frete para liberação. Além disso, se o produto vier com defeito e precisar ser trocado, a situação se torna ainda mais delicada. É o típico caso em que o barato pode sair muito caro.
8. Verifique os termos de garantia do produto antes de comprar. Não somente o tempo, mas a cobertura da garantia.
9. Sempre verifique quanto tempo o vendedor demorará para despachar o seu produto, ou seja, após a confirmação do pagamento, quanto ele demorará para colocar sua mercadoria nos correios (ou transportadora). Depois de despachar a mercadoria, o vendedor não pode garantir quanto tempo os Correios ou a transportadora demorará para lhe entregar o produto. Entretanto, se o produto ainda não tiver sido despachado uma semana depois do pagamento, não tem transportadora ou carteiro que faça milagre de entregar o que não foi remetido. Isso é fundamental. Há vendedores que despacham o produto no mesmo dia do pagamento, enquanto outros se dão o direito de demorar o tempo que bem entenderem. Se você precisar do produto para daqui a uma semana, é capaz de ficar um mês inteiro esperando-o chegar. Para diminuir esse risco, sempre pergunte ao vendedor quanto tempo ele demorará para despachar antes de comprar.
10. Cuidado com golpes. Pessoas de má fé podem criar uma boa reputação no MercadoLivre vendendo produtos baratos e cumprindo com sua parte. Então, aproveitando-se de sua reputação, anunciam produtos mais caros como laptops e televisores. O comprador paga e o produto não chega. Nas qualificações do vendedor, veja o tipo de produtos que ele vendeu e obteve qualificação positiva. Se o vendedor negociou 1500 produtos de R$ 1,99 e obteve 100% de qualificações positivas e, de repente, começa a vender TV LCD e Laptops, abra o olho. Nesse caso, vale a pena usar o MercadoPago ou pagar um pouco mais caro com outro vendedor mais confiável.
11. Cuidado com as qualificações que você recebe. Já tentaram esse golpe 2 vezes para cima de mim. Como eu disse, o MercadoLivre cobra comissão sobre a venda concretizada. Muitos vendedores de má-fé anunciam um produto X, o cliente compra, paga e até recebe em sua casa a mercadoria (ou seja, negociação 100% concretizada). Porém, na hora de dar a qualificação, o vendedor, muito esperto, diz que a negociação não foi concluída e qualifica o comprador como negativo. Assim, ele não precisa pagar a comissão ao MercadoLivre. A maioria dos compradores nem presta atenção nesse "erro" e os "espertalhões" tiram proveito disso. Já liguei furioso para dois vendedores que me qualificaram como negativo dizendo que não concluí a negociação e exigi que me dessem qualificação positiva, do contrário entraria na justiça contra eles (eu tinha todos os comprovantes da negociação, incluindo os de pagamento). Como todo espertalhão, quando ouve falar em justiça, corre para corrigir seu "erro".
12. Exija nota fiscal, especialmente se for um produto mais caro e/ou passível de necessidade de trocar. De posse da nota fiscal, guarde-a em local seguro, pois ela é um documento que será de grande importância se for necessário trocar seu produto por algum defeito ou até mesmo se um dia você quiser vende-lo a outra pessoa no futuro.
13. Verifique o e-mail que você cadastrou no MercadoLivre. Assim que você der o lance no produto, o MercadoLivre lhe enviará um e-mail informando os dados do vendedor. Tenha certeza de que o seu endereço de e-mail cadastrado no site está corretamente escrito e perfeitamente acessível por você.
14. Consulte sempre a disponibilidade em estoque. Diversos vendedores colocam em seus anúncios: "reservamo-nos no direito de não possuir o item X no momento". Então você pode dar um lance, pagar pelo produto e ter de esperar semanas até o vendedor conseguir o produto que, na verdade, deveria ter em estoque. Antes de comprar qualquer coisa no MercadoLivre, de 10 reais a 10 mil reais, verifique se o vendedor tem em estoque através do campo de perguntas, antes de dar o lance.
15. Por último, a dica mais importante: pergunte tudo. Cor, tamanho, funcionalidade, localização do produto, tempo para entregar, disponibilidade em estoque, preço do frete, material, compatibilidade, garantia, formas de pagamento, nota fiscal e quaisquer outras dúvidas que possa surgir, antes de dar o lance. Além disso, ao fazer perguntas, o tempo que o vendedor levará para responder sua pergunta será um fiel preditor da agilidade do mesmo em verificar seu pagamento e enviar seu produto no pós-venda. POSTADO POR DAVID MELLO EM 25/05/2010 - 23:21 MARCADOR: CIDADANIA COMENTÁRIOS |
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PAQUIDERME E PUSILÂNIME  A patuscada promovida pelo Santos foi o reflexo direto de um Grêmio que cada dia mais mostra por que não ganha títulos importantes há quase 10 anos. Sem nenhuma individualidade que se destaque, sem ninguém que chame para si a responsabilidade, sem nenhuma qualidade ofensiva e com os principais jogadores amarelando em decisão, esse fracasso não pode ser considerado uma acidente de percurso, mas sim uma consequência natural da total falta de qualidade do time. Logo a garra, a única vantagem que o Grêmio tinha sobre os outros times do Brasil, desapareceu. Quando Ganso, Neymar, Robinho e outras bailarinas pegavam na bola, faziam o que bem entendiam, pois não havia uma alma viva para marcar ou para sacar-lhes o balão e contra-atacar. O Grêmio se acovardou, apequenou-se diante de um time que costuma ser impiedoso contra os pequenos.
Mas no fim isso não importa, pois para grande parte da torcida gremista, senão para a maioria, o mantra é: "vivo de paixão, não vivo de títulos". Se um trabalhador braçal que ganha meio salário mínimo comete um mísero erro, é sumariamente demitido. Entretanto, se um desses jogadores que ganham 40, 50, 100 mil reais por mês joga mal, a torcida apóia, pois, para eles, o apoio deve ser total e permanente. Joguem bem ou joguem mal. Se o treinador espera o time tomar 2 a 0 para fazer substituição, e ainda faz errado, não importa, pois está "vestindo o manto" e deve ser apoiado. Nada mais degradante a um time de futebol.
Os torcedores pós-Aflitos podem até não viver de títulos, mas o futebol vive. Os times de futebol precisam ganhar títulos para valorizar sua marca e conseguir patrocínios decentes. Faltou qualidade e faltou raça. Sobrou tranquilidade, pois os jogadores sabem que por mais paquidermes e pusilânimes que tenham sido, não lhes faltará apoio. Não existe cobrança por parte da torcida e os jogadores são conformados. E quem cobra é taxado pelos próprios torcedores de "corneta". Mais 10 anos dessa palhaçada e o Grêmio estará na série C.
Robinho, que fez o que bem entendeu contra o deprimente time do Grêmio (gol de cobertura, reboladinha para comemorar gol, pedalada), não deu certo no futebol europeu, especialmente no futebol inglês, porque lá existe três coisas chamadas: marcação de qualidade, objetividade e seriedade. O cai-cai e as firulas, que hipnotizam os brasileiros, são repudiadas pelos ingleses. Caiu, no Brasil é falta. Na Inglaterra, é lance normal de jogo. Por isso, Robinho fracassou lá. E por isso que Neymar e Ganso simplesmente desaparecerão do futebol quando saírem do Brasil. POSTADO POR DAVID MELLO EM 20/05/2010 - 09:51 MARCADOR: FUTEBOL COMENTÁRIOS |
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LEGALIZAÇÃO DO NEONAZISMO NO ARIZONA A governadora do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Jan Brewer (foto), sancionou, no dia 23 de abril, uma lei proposta por seus correlegionários republicanos, a qual dá poder à polícia de abordar, prender e encaminhar para deportação qualquer pessoa suspeita de ser imigrante ilegal com base no que a lei considera como "suspeitas razoáveis".
A lei prevê que a polícia pode prender, no estado, toda e qualquer pessoa que parecer ser imigrante ilegal e não portar, no momento da abordagem policial, documentos que comprovem sua situação legal no país. Em outras palavras, um imigrante legal, um residente permanente (portador de Green Card) e até mesmo um cidadão dos EUA (naturalizado ou nascido nos EUA) pode ser preso por imigração ilegal pelo simples fato de não circular na rua com todos os documentos que provam sua situação regular caso se pareça com um hispânico (ectoscopicamente definido com uma pessoa de olhos, pele e cabelos escuros).
Como o estado faz fronteira com o México, há, realmente, muitos imigrantes ilegais no Arizona (suspeita-se que haja mais de 400 mil), por outro lado, há muitos imigrantes legais e até mesmo estadunidenses filhos de imigrantes que, por essa razão, possuem aparência física de um hispânico oriundo da América Latina. A lei não faz distinção. Se a pessoa tem pele escura e no momento da abordagem não está com os documentos em mãos, vai ser preso, seja sua situação legal ou ilegal, seja estadunidense ou estrangeiro.
O combate à imigração ilegal é um dos temas mais importantes da vida política dos EUA, especialmente nos estados que fazem fronteira com o México. Trata-se de um problema jurídico, político, econômico e social. Como são imigrantes ilegais e desprovidos de direitos trabalhistas, eles trabalham com pesadas cargas horárias e recebem salários muito aquém do pago a um imigrante legal ou a um cidadão estadunidense. Dessa forma, concorrem deslealmente com os nativos por ofereceram sua mão-de-obra por um valor pífio e isso gera desemprego. Porém, ninguém iria aos EUA trabalhar ilegalmente se não houvesse quem os empregasse. Ou seja, são os próprios cidadãos estadunidenses que causam a imigração ilegal, pois são empresários de lá mesmo que abrem suas portas para os imigrantes ilegais em troca de mão-de-obra barata.
Portanto, além de legalizar o neonazismo, a lei da governadora Jan Brewer será ineficaz no combate a imigração ilegal. Se a mandatária do Arizona tivesse um QI superior a 10 (ou pelo menos uma sinapse em funcionamento), com certeza se preocuparia muito mais com a fonte do problema do que com as consequências. Enquanto houver estadunidenses que se aproveitam da mão-de-obra barata dos imigrantes ilegais, o problema seguirá existindo, independente da vontade da governadora Brewer, dos "minutemen", de Tom Tancredo, de David Duke, da Ku Klux Klan e de outros neonazistas. Nenhuma lei sobre o assunto será eficaz se não prever uma intensa e profunda fiscalização sobre os empresários que empregam pessoas ilegalmente. POSTADO POR DAVID MELLO EM 08/05/2010 - 15:44 MARCADOR: INTERNACIONAL COMENTÁRIOS
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