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VALE A PENA COMPRAR NO MERCADOLIVRE?  Apesar da pergunta ser direta, a resposta é: "depende". Isso ocorre porque o MercadoLivre não é um site de vendas com estoque próprio, como a Americanas ou o Submarino, por exemplo. O Mercadolivre é um site em que pessoas físicas e empresas negociam como vendedores e compradores de produtos novos e usados. Desde capas de silicone para MP10 por R$ 1,00 até terrenos de 35000 metros quadrados em Curitiba por R$ 20 milhões (ver anúncio). Dessa maneira, vários tipos de negociação podem ser feitas via MercadoLivre.
Por oferecer uma quantidade maior de produtos do Brasil inteiro (e até do exterior), o MercadoLivre compete com o comércio local de cidades subdesenvolvidas, como Pelotas, em que os preços de muitos artigos são proibitivos à maioria da população e a diversidade de marcas e modelos é uma utopia. Citando o exemplo de Pelotas, há 6 meses, ninguém vendia roteador de outra marca além da D-Link (que eu não aceito nem de presente). Portanto, quem precisasse de Internet em Pelotas tinha três opções: (1) comprar roteador D-Link e torcer para o milagre da Internet funcionar, (2) viajar a outras cidades atrás de roteadores de outra marca ou (3) comprar um destes pela Internet. No caso do roteador, depois de anos de luta contra a instabilidade de um 500B, meus problemas de Internet foram resolvidos com o Thomson TG 508 que comprei no citado site.
No entanto, o que assusta os compradores é fato de terem de pagar pelo produto antes sequer de ser enviados, ao contrário de uma loja convencional, em que o cliente entra, paga e, geralmente, recebe o produto na hora (porém, comprar de uma empresa na mesma cidade não significa, necessariamente, uma negociação segura e, quase sempre, representa um custo maior).
Então, como comprar com segurança no MercadoLivre?
1. Em primeiro lugar, vale a pena ler, nem que seja brevemente, as regras do site. Só clique em "Comprar" se tiver certeza que quer comprar. Cada vez que uma pessoa clica em "Comprar", o MercadoLivre pressupõe que o vendedor já concretizou a negociação e cobra comissão (na época em que eu vendia, era de 5% do valor do artigo anunciado). Para não pagar a comissão sobre algo que não vendeu, o vendedor deve qualificar o comprador como negativo.
2. Se não está explicitado no anúncio o valor do frete, pergunte ao vendedor o valor do frete para o seu CEP. Por exemplo: "Qual o valor do frete por PAC e Sedex para o CEP 96020-080?", pois, muitas vezes, os vendedores vendem os produtos mais baratos, porém lucram em cima do frete.
3. Antes de comprar, veja as qualificações do vendedor. No anúncio, há uma graduação em cores (quanto mais próximo do verde, melhor a reputação do vendedor). Pode clicar em "Mais Informações" e ali estarão explicitadas duas informações importantíssimas, conforme a figura mostrada nesse artigo: o percentual de qualificações positivas e, mais importante, o número de negociações realizadas. Em geral, considera-se confiável um vendedor que possua mais de 90% de qualificações positivas e um número grande de vendas (no caso de um vendedor profissional). Em relação aos vendedores ocasionais, que vendem seus produtos esporadicamentes, tais como produtos usados ou artesanato, geralmente não possuem um número de negociações tão grande como de um vendedor profissional, porém, o percentual de qualificações positivas é um marcador de confiabilidade.
4. Caso o vendedor possua poucas qualificações (iniciante ou esporádico), pergunte se ele aceita o MercadoPago. Através do MercadoPago, o MercadoLivre funciona como um intermediador da negociação. Você paga ao MercadoLivre o valor referente ao produto + frete (podendo parcelar - o que nem sempre é vantagem devido aos juros gigantescos que eles cobram) e, depois que o produto chegar na sua casa sem problemas, você libera ao vendedor o valor que pagou, informando ao MercadoLivre que o vendedor fez sua parte na negociação.
5. Não abuse do MercadoPago. Apesar dessa ferramente permitir que o comprador possa pagar com boleto bancário e cartão de crédito, podendo parcelar, os juros são estratosféricos. Se não tiver dinheiro para comprar o produto no momento e se não for uma compra urgente, é preferível esperar alguns meses para comprar à vista. Adicionalmente, como ferramenta de segurança, o MercadoPago apresenta o problema de que, se o vendedor não faz a sua parte na negociação, tu recebes o teu dinheiro de volta, mas isso demora. Portanto, cautela é a palavra de ordem.
6. Aproveite os leilões de R$ 1,00. Na página inicial há leilões com preços iniciando a R$ 1 e, ao final do leilão, quem oferecer o maior preço, leva o produto. Obviamente que uma película de MP10 começando a R$ 1 dificilmente será vendida por mais do que isso enquanto uma câmera digital Sony de última geração será vendida por mais de R$ 400, apesar de ambos iniciarem ao mesmo preço. No entanto, todos os outros cuidados são importantes até mesmo nesses leilões.
7. Verifique se o produto está no território nacional. Em caso de dúvidas, pergunte ao vendedor antes de dar o lance. Há diversos produtos eletrônicos com preços tentadores, porém são importados diretamente da China ou dos EUA para o endereço do consumidor (o vendedor nem vê o produto). Nesse caso, além do prazo de entrega ser muito maior, há o risco da Receita Federal reter o produto na alfândega de acordo com as regras aduaneiras vigentes (clique aqui para ler) que prevê o pagamento de uma alíquota de 60% sobre o valor declarado do produto e do frete para liberação. Além disso, se o produto vier com defeito e precisar ser trocado, a situação se torna ainda mais delicada. É o típico caso em que o barato pode sair muito caro.
8. Verifique os termos de garantia do produto antes de comprar. Não somente o tempo, mas a cobertura da garantia.
9. Sempre verifique quanto tempo o vendedor demorará para despachar o seu produto, ou seja, após a confirmação do pagamento, quanto ele demorará para colocar sua mercadoria nos correios (ou transportadora). Depois de despachar a mercadoria, o vendedor não pode garantir quanto tempo os Correios ou a transportadora demorará para lhe entregar o produto. Entretanto, se o produto ainda não tiver sido despachado uma semana depois do pagamento, não tem transportadora ou carteiro que faça milagre de entregar o que não foi remetido. Isso é fundamental. Há vendedores que despacham o produto no mesmo dia do pagamento, enquanto outros se dão o direito de demorar o tempo que bem entenderem. Se você precisar do produto para daqui a uma semana, é capaz de ficar um mês inteiro esperando-o chegar. Para diminuir esse risco, sempre pergunte ao vendedor quanto tempo ele demorará para despachar antes de comprar.
10. Cuidado com golpes. Pessoas de má fé podem criar uma boa reputação no MercadoLivre vendendo produtos baratos e cumprindo com sua parte. Então, aproveitando-se de sua reputação, anunciam produtos mais caros como laptops e televisores. O comprador paga e o produto não chega. Nas qualificações do vendedor, veja o tipo de produtos que ele vendeu e obteve qualificação positiva. Se o vendedor negociou 1500 produtos de R$ 1,99 e obteve 100% de qualificações positivas e, de repente, começa a vender TV LCD e Laptops, abra o olho. Nesse caso, vale a pena usar o MercadoPago ou pagar um pouco mais caro com outro vendedor mais confiável.
11. Cuidado com as qualificações que você recebe. Já tentaram esse golpe 2 vezes para cima de mim. Como eu disse, o MercadoLivre cobra comissão sobre a venda concretizada. Muitos vendedores de má-fé anunciam um produto X, o cliente compra, paga e até recebe em sua casa a mercadoria (ou seja, negociação 100% concretizada). Porém, na hora de dar a qualificação, o vendedor, muito esperto, diz que a negociação não foi concluída e qualifica o comprador como negativo. Assim, ele não precisa pagar a comissão ao MercadoLivre. A maioria dos compradores nem presta atenção nesse "erro" e os "espertalhões" tiram proveito disso. Já liguei furioso para dois vendedores que me qualificaram como negativo dizendo que não concluí a negociação e exigi que me dessem qualificação positiva, do contrário entraria na justiça contra eles (eu tinha todos os comprovantes da negociação, incluindo os de pagamento). Como todo espertalhão, quando ouve falar em justiça, corre para corrigir seu "erro".
12. Exija nota fiscal, especialmente se for um produto mais caro e/ou passível de necessidade de trocar. De posse da nota fiscal, guarde-a em local seguro, pois ela é um documento que será de grande importância se for necessário trocar seu produto por algum defeito ou até mesmo se um dia você quiser vende-lo a outra pessoa no futuro.
13. Verifique o e-mail que você cadastrou no MercadoLivre. Assim que você der o lance no produto, o MercadoLivre lhe enviará um e-mail informando os dados do vendedor. Tenha certeza de que o seu endereço de e-mail cadastrado no site está corretamente escrito e perfeitamente acessível por você.
14. Consulte sempre a disponibilidade em estoque. Diversos vendedores colocam em seus anúncios: "reservamo-nos no direito de não possuir o item X no momento". Então você pode dar um lance, pagar pelo produto e ter de esperar semanas até o vendedor conseguir o produto que, na verdade, deveria ter em estoque. Antes de comprar qualquer coisa no MercadoLivre, de 10 reais a 10 mil reais, verifique se o vendedor tem em estoque através do campo de perguntas, antes de dar o lance.
15. Por último, a dica mais importante: pergunte tudo. Cor, tamanho, funcionalidade, localização do produto, tempo para entregar, disponibilidade em estoque, preço do frete, material, compatibilidade, garantia, formas de pagamento, nota fiscal e quaisquer outras dúvidas que possa surgir, antes de dar o lance. Além disso, ao fazer perguntas, o tempo que o vendedor levará para responder sua pergunta será um fiel preditor da agilidade do mesmo em verificar seu pagamento e enviar seu produto no pós-venda. POSTADO POR DAVID MELLO EM 25/05/2010 - 23:21 MARCADOR: CIDADANIA COMENTÁRIOS |
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PAQUIDERME E PUSILÂNIME  A patuscada promovida pelo Santos foi o reflexo direto de um Grêmio que cada dia mais mostra por que não ganha títulos importantes há quase 10 anos. Sem nenhuma individualidade que se destaque, sem ninguém que chame para si a responsabilidade, sem nenhuma qualidade ofensiva e com os principais jogadores amarelando em decisão, esse fracasso não pode ser considerado uma acidente de percurso, mas sim uma consequência natural da total falta de qualidade do time. Logo a garra, a única vantagem que o Grêmio tinha sobre os outros times do Brasil, desapareceu. Quando Ganso, Neymar, Robinho e outras bailarinas pegavam na bola, faziam o que bem entendiam, pois não havia uma alma viva para marcar ou para sacar-lhes o balão e contra-atacar. O Grêmio se acovardou, apequenou-se diante de um time que costuma ser impiedoso contra os pequenos.
Mas no fim isso não importa, pois para grande parte da torcida gremista, senão para a maioria, o mantra é: "vivo de paixão, não vivo de títulos". Se um trabalhador braçal que ganha meio salário mínimo comete um mísero erro, é sumariamente demitido. Entretanto, se um desses jogadores que ganham 40, 50, 100 mil reais por mês joga mal, a torcida apóia, pois, para eles, o apoio deve ser total e permanente. Joguem bem ou joguem mal. Se o treinador espera o time tomar 2 a 0 para fazer substituição, e ainda faz errado, não importa, pois está "vestindo o manto" e deve ser apoiado. Nada mais degradante a um time de futebol.
Os torcedores pós-Aflitos podem até não viver de títulos, mas o futebol vive. Os times de futebol precisam ganhar títulos para valorizar sua marca e conseguir patrocínios decentes. Faltou qualidade e faltou raça. Sobrou tranquilidade, pois os jogadores sabem que por mais paquidermes e pusilânimes que tenham sido, não lhes faltará apoio. Não existe cobrança por parte da torcida e os jogadores são conformados. E quem cobra é taxado pelos próprios torcedores de "corneta". Mais 10 anos dessa palhaçada e o Grêmio estará na série C.
Robinho, que fez o que bem entendeu contra o deprimente time do Grêmio (gol de cobertura, reboladinha para comemorar gol, pedalada), não deu certo no futebol europeu, especialmente no futebol inglês, porque lá existe três coisas chamadas: marcação de qualidade, objetividade e seriedade. O cai-cai e as firulas, que hipnotizam os brasileiros, são repudiadas pelos ingleses. Caiu, no Brasil é falta. Na Inglaterra, é lance normal de jogo. Por isso, Robinho fracassou lá. E por isso que Neymar e Ganso simplesmente desaparecerão do futebol quando saírem do Brasil. POSTADO POR DAVID MELLO EM 20/05/2010 - 09:51 MARCADOR: FUTEBOL COMENTÁRIOS |
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LEGALIZAÇÃO DO NEONAZISMO NO ARIZONA A governadora do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Jan Brewer (foto), sancionou, no dia 23 de abril, uma lei proposta por seus correlegionários republicanos, a qual dá poder à polícia de abordar, prender e encaminhar para deportação qualquer pessoa suspeita de ser imigrante ilegal com base no que a lei considera como "suspeitas razoáveis".
A lei prevê que a polícia pode prender, no estado, toda e qualquer pessoa que parecer ser imigrante ilegal e não portar, no momento da abordagem policial, documentos que comprovem sua situação legal no país. Em outras palavras, um imigrante legal, um residente permanente (portador de Green Card) e até mesmo um cidadão dos EUA (naturalizado ou nascido nos EUA) pode ser preso por imigração ilegal pelo simples fato de não circular na rua com todos os documentos que provam sua situação regular caso se pareça com um hispânico (ectoscopicamente definido com uma pessoa de olhos, pele e cabelos escuros).
Como o estado faz fronteira com o México, há, realmente, muitos imigrantes ilegais no Arizona (suspeita-se que haja mais de 400 mil), por outro lado, há muitos imigrantes legais e até mesmo estadunidenses filhos de imigrantes que, por essa razão, possuem aparência física de um hispânico oriundo da América Latina. A lei não faz distinção. Se a pessoa tem pele escura e no momento da abordagem não está com os documentos em mãos, vai ser preso, seja sua situação legal ou ilegal, seja estadunidense ou estrangeiro.
O combate à imigração ilegal é um dos temas mais importantes da vida política dos EUA, especialmente nos estados que fazem fronteira com o México. Trata-se de um problema jurídico, político, econômico e social. Como são imigrantes ilegais e desprovidos de direitos trabalhistas, eles trabalham com pesadas cargas horárias e recebem salários muito aquém do pago a um imigrante legal ou a um cidadão estadunidense. Dessa forma, concorrem deslealmente com os nativos por ofereceram sua mão-de-obra por um valor pífio e isso gera desemprego. Porém, ninguém iria aos EUA trabalhar ilegalmente se não houvesse quem os empregasse. Ou seja, são os próprios cidadãos estadunidenses que causam a imigração ilegal, pois são empresários de lá mesmo que abrem suas portas para os imigrantes ilegais em troca de mão-de-obra barata.
Portanto, além de legalizar o neonazismo, a lei da governadora Jan Brewer será ineficaz no combate a imigração ilegal. Se a mandatária do Arizona tivesse um QI superior a 10 (ou pelo menos uma sinapse em funcionamento), com certeza se preocuparia muito mais com a fonte do problema do que com as consequências. Enquanto houver estadunidenses que se aproveitam da mão-de-obra barata dos imigrantes ilegais, o problema seguirá existindo, independente da vontade da governadora Brewer, dos "minutemen", de Tom Tancredo, de David Duke, da Ku Klux Klan e de outros neonazistas. Nenhuma lei sobre o assunto será eficaz se não prever uma intensa e profunda fiscalização sobre os empresários que empregam pessoas ilegalmente. POSTADO POR DAVID MELLO EM 08/05/2010 - 15:44 MARCADOR: INTERNACIONAL COMENTÁRIOS
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ANIVERSÁRIO DE UMA ANJINHA  No último dia 23 de abril, minha anjinha completou 19 anos. Além de ser simpática, linda, muito inteligente e muito generosa, destaca-se também pela maturidade. O lindo sorriso e o rostinho encantador se confundem com a maturidade de alguém que está no caminho certo, tem seus sonhos e está disposta a fazer o máximo para realiza-los.
Foi ótimo passar o fim de semana seguinte ao seu aniversário com ela e desejo muito que essa data se repita por diversas décadas (ainda nem completou duas), sempre comemorando cada aniversário seu repleto de saúde e realizações de seus sonhos, indo por etapas, claro, mas sempre no rumo certo de seus objetivos. Que sempre seja essa pessoa amiga, leal, especial, inteligente, sonhadora, madura, encantadora, linda, entre outras qualidades. E claro, quero sempre fazer parte da vida dessa anjinha tão especial em seus aniversários (e em todos os outros dias), com muito amor e carinho.
Alguém tão especial, que sempre me fez tão bem, que me estende a mão e me apóia incondicionalmente nos momentos de dificuldade e que, ao mesmo tempo, é responsável direta pelos meus melhores momentos, merece toda felicidade do mundo, não só em seu aniversário, mas em todo os dias do ano. E tudo que eu puder fazer para ver seu encantador sorriso e o brilho em seus lindos olhos em momentos comuns e felizes do cotidiano e durante a realização de seus objetivos, eu farei. Palavra de quem a ama cada dia mais. POSTADO POR DAVID MELLO EM 27/04/2010 - 07:26 MARCADOR: DAVID COMENTÁRIOS |
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O PREÇO DA TRAIÇÃO Recentemente, a mídia tem mostrado diversos casos de maridos traídos que foram à Justiça obter indenização por danos morais, obtendo vitórias. Em alguns casos, até o amante teve de pagar valores tão altos que o fará pensar duas mil vezes antes de sonhar em dar em cima de mulheres casadas.
Em agosto de 2009, no estado de Minas Gerais, uma mulher foi condenada a pagar R$ 25 mil ao seu ex-marido traído. A traição foi comprovada através de exame de DNA, o qual constatava que não era o pai biológico da filha. O autor do processo pediu ressarcimento pelos valores pagos pela pensão alimentícia e por danos morais. A Justiça concedeu o valor por danos morais.
No último dia 26 de abril, a Justiça de São Paulo condenou uma mulher a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais a um empresário que era seu marido na época em que ela, segundo o autor da ação, mantinha relações sexuais com um empregado da empresa (de acordo com o autor, em horário de expediente) e usava o provedor de internet da empresa, pago pelo marido traído, para propagar detalhes sobe sua vida extra-conjugal e chamar o então marido de "corno".
A Justiça do Rio de Janeiro condenou em segunda instância, no final de março, uma esposa e um amante a pagar indenização a um marido traído depois de 20 anos de casamento. A esposa teve de pagar R$ 5 mil e o amante, considerado até então um dos melhores amigos da vítima, R$ 114 mil.
Assim como esses, diversos outros casos ocorrem todos os dias e as pessoas, homens e mulheres traídos(as), devem buscar na Justiça o ressarcimento pelos danos morais a eles infligidos. Pois se a falta de moralidade e dignidade de seus atos não incomoda quem os comete, que pelo menos sintam no bolso o peso de suas ações despiciendas. Se não sentem, na consciência, o peso de traírem a confiança de alguém, que sintam tal peso no bolso. Então, alguma mudança pode começar a ocorrer.
Fontes:
Justiça obriga mulher a pagar R$ 50 mil a ex chamado de 'corno' no MSN
Justiça de MG condena mulher a pagar R$ 25 mil a ex-marido traído
Marido traído ganha indenização de R$ 114 mil do amante da esposa POSTADO POR DAVID MELLO EM 27/04/2010 - 06:59 MARCADOR: CIDADANIA COMENTÁRIOS |
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DIA DO ÍNDIO Digno de lembrança, hoje é dia nacional do índio. A população indígena, presente no Brasil mais de 10 mil anos antes da chegada de Cabral, foi drasticamente reduzida com a colonização, de 5 milhões em 1500 para os atuais 400 mil nos dias de hoje.
Os índios eram distribuídos em tribos de diferentes etnias e culturas, que se encontravam em cerimônias em comum ou guerras, seja uma contra outra ou quando aliavam-se contra inimigos em comum. As diversidade cultural compreendia crenças, idiomas, costumes e alimentação diferentes. As principais divisões eram tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (Planalto Central), Aruaques (Amazônia) e Caraíbas (Amazônia).
Os tupinambás, que habitavam a região sudeste do Brasil, praticavam o canibalismo, pois acreditavam que, ao comer carne do corpo do inimigo, estavam adquirindo para si a sabedoria, a coragem, a inteligência e demais atributos que pudesse ter (há outras teorias).
Os povos indígenas sempre foram muito ligados à natureza, extraindo dela somente o necessário para sobreviver e colaborando para sua conservação. Algumas tribos caçavam somente os animais machos a fim de preservar a fertilidade das fêmeas, que geraria filhotes e mais animais para caçar no futuro.
Entre os índios, não havia classes sociais. As únicas propriedades particulares eram os instrumentos de caça. Os alimentos caçados, colhidos ou pescados eram distribuídos entre todos. O trabalho, em geral, era dividido entre sexo e idade, cabendo às mulheres as tarefas de colheita e plantio, às crianças ajudar as mulheres e aos homens a caça, a pesca, os trabalhos pesados e a guerra. As culturas eram monogâmicas ou poligâmicas, dependendo da tribo.
Apesar das diferenças culturais e linguísticas, muitas vezes causando conflitos entre as tribos, a vida do índio se complicou com a chegada dos portugueses e espanhóis, com visão eurocêntrica, tratando os índios como seres inferiores, explorando-os de todas as maneiras e dizimando a população nativa sempre que achavam necessário para roubar materiais valiosos e levar à Europa. A prática do escambo, através da qual objetos sem o menor valor, tais como espelhos, apitos, colares e chocalhos eram trocados por mão-de-obra e materiais valiosos, foi muito disseminada no Brasil.
Muitos índios morreram devido a doenças às quais seus organismos não estavam imunes, todas elas trazidas pelos portugueses. Hoje, as principais tribos indígenas brasileiras são os povos Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).
Atualmente, as cidades com maior percentual de população indígena, de acordo com o IBGE, são:
1) São Gabriel da Cachoeira (AM) – 76,31%
2) Uiramutã (RR) – 74,41%
3) Normandia (RR) – 57,21%
4) Santa Rosa do Purus (AC) – 48,29%
5) Ipuaçu (SC) – 47,87%
6) Baía da Traição (PB) – 47,70%
7) Pacaraima (RR) – 47,36%
8) Benjamin Constant do Sul (RS) – 40,73%
9) São João das Missões (MG) – 40,21%
10) Japorã (MS) – 39,24%
Que neste dia e em todos os outros, a população indígena seja respeitada e sua cidadania seja assegurada.
FONTES:
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u41.jhtm
http://www.suapesquisa.com/indios/ POSTADO POR DAVID MELLO EM 19/04/2010 - 20:35 MARCADOR: CIDADANIA COMENTÁRIOS |
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MAHMOUD AHMADINEJAD COM A SELEÇÃO  Notória figura no meio político mundial, o presidente do Irã recebeu um incentivo para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo na África do Sul. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, presenteou o mandatário iraniano com uma camiseta da seleção brasileira de futebol.
O ministro é acompanhado de 86 empresários brasileiros no esforço conjunto de incentivar o comércio entre Brasil e Irã, visto que, como reflexo da ruptura com o modelo colonial vigente até pouco tempo atrás, o Brasil vem aumentando suas parcerias comerciais com países da África e da Ásia (incluindo o Oriente Médio), o que é ótimo, pois, com mais parceiros comerciais, a chance do Brasil quebrar com uma eventual crise nos EUA ou na Europa é bem menor. POSTADO POR DAVID MELLO EM 13/04/2010 - 18:20 MARCADOR: FUTEBOL COMENTÁRIOS |
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ELEIÇÕES 2010 - UMA INCÓGNITA Desde 2009, pesquisas de intenção de voto são realizadas para aferir a capacidade de se eleger dos principais aspirantes a cargos executivos, tanto dentro dos estados como em nível nacional. A lei da causa e efeito mostrou-se eficaz em apontar as principais tendências que devem seguir os principais candidatos para chegar à vitória.
Em nível nacional, ficou mais do que provada a tese de que o apoio de FHC é corrosivo a qualquer candidato, de tal maneira que os principais arquitetos da candidatura de José Serra querem evitar ao máximo comparações entre as administrações Lula e FHC. Exemplo clássico foram as diversas vezes em que FHC manifestou apoio público à candidatura de Serra: em todas elas, as intenções de voto para o tucano diminuíram. Portanto, para o próprio bem do PSDB, o ex-presidente FHC poderia reservar a defesa de sua política neoliberal e da subserviência do Brasil ao modelo colonial imposto pelas grandes potências durante os 8 anos de sua gestão para outro momento, bem distante de quaisquer eleições. Todavia, como o ex-presidente vem conseguindo conter sua taquilalia, José Serra aparece liderando as pesquisas, com a diferença para a segunda colocada, Dilma Rousseff, caindo aos poucos. Talvez isso seja efeito do fato de Serra ser conhecido nacionalmente há mais de 10 anos e Dilma ter ganhado projeção nacional somente no segundo mandato de Lula. O eleitorado ainda precisa conhecer melhor os principais candidatos, seus currículos, a comparação entre os governos dos quais fizeram parte e, principalmente, as propostas.
No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, que há um ano ganhava o prêmio de governo com pior avaliação do Brasil e, em outubro, tinha seu impeachment apoiado por 62% dos gaúchos, está convencida de que chegará ao segundo turno. Tanto que já costura alianças com partidos que lançarão candidatura própria, como o PTB, para a apoiarem caso ela atinja o segundo turno. Tarso Genro e José Fogaça, cada um com sua candidatura, não podem ficar parados. Tampouco podem ficar parados os setores da sociedade civil prejudicados pelo governo Yeda (aliás, qual não foi?), especialmente os servidores públicos. O estado está carente em diversos setores e precisa crescer, o que mais importará nessas eleições é às custas de quê os candidatos pretendem fazer isso. Aumentar impostos é a forma mais fácil de aumentar arrecadação a curto prazo, porém suas consequências são tão perniciosas, que é imperioso saber se os candidatos pretendem lançar mão disso antes de pensar em votar neles.
Portanto, nas eleições 2010, a apresentação de propostas pelos candidatos será útil e necessária para a população conhecê-los melhor. É preciso que as pessoas saibam em quem estão votando, em que propostas acreditam ser as melhores e/ou mais viáveis e, sobretudo, que outra chance igual a essa só terão em 2014 (visto que em 2012 são municipais). É preciso comparar passado, presente, propostas para o futuro e meios para cumpri-las a fim de se atingir um equilíbrio que justifique o voto em tal candidatura. Mais importante do que justificar para o TRE o porquê de não votar quando se está em outra cidade, por exemplo, é justificar para a consciência o porquê de votar nos candidatos em que uma pessoa escolhe. Para chegar a isso, só existe uma maneira: informação. POSTADO POR DAVID MELLO EM 06/04/2010 - 15:46 MARCADOR: POLÍTICA COMENTÁRIOS |
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O DIA 2 DE ABRIL Não havia maneira melhor de passar essa data do que como passei ontem: ao lado de quem, em 2 de abril de 2009, fez algo que possibilitou que vivêssemos juntos essa história de amor incrível que vivemos hoje. Em tal data, recebi em minha caixa de entrada um e-mail vindo do feedback de usuário deste site. Uma anjinha chegou a esse site e clicou em contato e me enviou e-mail perguntando se eu era a mesma pessoa que ela havia conhecido muitos anos atrás, pela Internet. A memória de alguém muito especial me veio à mente, reestabelecemos o contato perdido e junto com ele uma grande amizade, que em agosto se tornou também uma história de amor melhor do que havia imaginado em meus melhores sonhos!
E tudo isso foi possível por causa do fato que ocorreu às 16h42min de 02 de abril de 2009. Às vezes, o fator peremptório para um desfecho fragoroso é mais tênue do que se imagina. Pequenos materiais viabilizam uma monumental construção, pequenos gestos perfazem uma grande história que é melhor a cada dia que passa! POSTADO POR DAVID MELLO EM 03/04/2010 - 18:50 MARCADOR: DAVID COMENTÁRIOS |
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CONTRADIÇÕES Durante a faculdade, conheci muitas pessoas de fora de Pelotas e do Rio Grande do Sul. Desde pessoas oriundas da vizinha Rio Grande até de outros estados, como gente do Maranhão. Estatisticamente, a maioria vem das regiões de Porto Alegre e Santa Maria com um objetivo: estudar e sumir de Pelotas o mais rápido possível. Não conheço uma alma viva que tenha vindo de fora e que planeje criar raízes aqui. É compreensível. As pessoas que viajam para suas cidades nas férias para visitar família e amigos vêem progresso lá. Quando voltam a Pelotas, vêem uma cidade que retrocede.
Não é difícil apontar culpados, pois os maiores responsáveis por esse desmando estão no poder na prefeitura, na câmara de vereadores, na assembléia legislativa ou em Brasília. Forças políticas antagônicas em Pelotas, podem dar as mãos e dizer: "eu não fiz nada para melhorar essa cidade quando tive oportunidade", em coro, todas juntas.
Um dia, ao atender uma paciente no ambulatório, ela reclamou de como "tratam mal os pobres em Pelotas", referindo-se ao modo de marcação de consultas. Concordei com ela, mas disse que nada adianta ela ficar indignada agora e na hora das eleições votar nos mesmos, pois as maiores forças políticas de Pelotas, o PP de Fetter (prefeito) e o PT pelotense de Marroni (deputado federal), pertencem às elites da cidade que historicamente nada fizeram para melhorar a vida da população mais pobre, maioria em Pelotas.
Na prática, votam em quem aparece sorrindo nos outdoors, na TV, nos panfletos e vai aos bairros bem vestidos, com roupas caras, encher a população de promessas e, depois de eleitos, esquecem que esses bairros e essa população existem. E da onde vem tanto dinheiro para campanhas ricas? das doações de empresários locais e outros representantes das elites. Tendo em vista isso, os doadores ajudam um candidato a persuadir a população a votar neles a fim de angariar votos, vê-lo eleito e trabalhando para o pov... não.. Trabalhando para os doadores, tais como construtoras, empresas de ônibus, associação de bares e restaurantes. Daí entende-se o porquê de fazer obras com preços estratosféricos sem concorrência pública, autorizar aumentos abusivos no valor das passagens de ônibus, vetar projeto de lei anti-fumo aprovado na câmara e não fazer licitação do transporte público na cidade.
Outro problema é o trânsito. Pensar em Pelotas sem pensar na desorganização completa desse trânsito é esquecer do segundo maior cartão de visitas da cidade (o maior são os miasmas pútridos que emanam do canal Santa Bárbara quando se chega a Pelotas). A sinalização é precária, os fiscais de trânsito são lenda urbana (medo de perder votos de motoristas que violam o CNT para a mulher do prefeito em 2010?), as vias são mal organizadas e todos os dias acidentes graves ocorrem. Um dia atravessava a Fernando Osório sobre a faixa de pedestre, na frente do Campus da Saúde. Uma camionete vinha a toda, mesmo tendo uma lombada à frente (a lombada mais plana que já vi), buzinando como se tivesse razão. Segui caminhando tranquilamente sobre a faixa e ainda apontei para o motorista o chão onde estava pisando, com a faixa de pedestre pintada, ensinando para ele que ali eu tinha preferência e que o fato de ele avançar, render-lhe-ia a perda de 7 pontos na carteira. Mas estávamos em Pelotas, cidade onde a bagunça impera e a lei não é aplicada. Se o código nacional de trânsito fosse verdadeiramente aplicado aqui, faltaria espaço para guardar tantas carteiras de habilitação apreendidas e tantos carros guinchados (as ruas ficariam quase desprovidas de carros). E todo mundo que vem de fora reclama desse trânsito. Desde quem vem de São Paulo até quem vem de cidades de 10 mil habitantes. Do Sul ao Nordeste, ninguém encontra lugar pior de se trafegar (como motorista ou pedestre) do que Pelotas.
Mas o "orgulho pelotense" impera, perpetuando esses desmandos. Não importa o que esteja acontecendo, não importa o que os números apontem, não importa o que as notícias informam ou os sinais de retrocesso que se vêem todos os dias: Pelotas será sempre o El Dorado para grande parte da população local, pois essa parcela da população acha que as aparências valem mais do que a realidade. Pelotas tem a terceira maior população do Estado (quase perdendo para Canoas nessa estatística), portanto consideram-a como "cidade-pólo". No entanto, quando as cidades gaúchas são ordenadas por PIB, índice de Gini e IDH, Pelotas mal aparece entre as 10 primeiras. Mais uma contradição.
Quando falo sobre o que acho de Pelotas, dizem-me que é muito estranho ver um pelotense falando dos problemas da cidade, pois tradicionalmente os pelotenses evitam tocar nesse assunto. Apenas dizem que moram em uma cidade-pólo. Aliás, tentar provocar em mim a ira típica de pelotense quando alguém de fora fala dos problemas da cidade não tem graça nenhuma, pois, em geral, eu concordo com o que dizem. Por exemplo: já me disseram que nossas praias são um esgoto a céu aberto. A reação típica de um pelotense seria criar uma guerra por causa dessa "declaração desrespeituosa" com uma "metrópole" tão importante como Pelotas. A minha é concordar e dizer que eu, particularmente, não sou louco de entrar naquela água, tendo em vista que não quero ter problemas com infecção por Escerichia coli, tais como septicemia, peritonite ou, se tiver sorte, apenas uma infecção branda do trato urinário. Isso ocorre pois as placas da Fepam escritas "Impróprio" estão por toda parte. É uma praia bonita e agradável, desde que não se entre na água.
Aliás, para finalizar, outra contradição. Iniciei a escrever este texto porque estava com uma dor de cabeça que não cessava, mesmo usando AINEs. Justamente sobre um assunto que costuma ser o motivo de tais dores. Felizmente, minha dor de cabeça passou. As "dores de cabeça" que citei, todavia, só passarão no dia em que a população como um todo se der conta dessas contradições. POSTADO POR DAVID MELLO EM 17/03/2010 - 18:28 MARCADOR: POLÍTICA COMENTÁRIOS |
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