OBAMA REAGE À LEI NEONAZISTA DO ARIZONA

No dia de hoje, o departamento de Justiça dos EUA abriu processo contra o estado do Arizona devido à lei neonazista criada pela governadora republicana Jan Brewer, que permite que permite que a polícia aborde qualquer pessoa que tenha a aparência de um imigrante ilegal (basicamente pessoas de pele mais escura e vestimentas mais simples), exija documentos que comprovem sua situação legal nos EUA e os prenda caso não tenha em mão esses documentos. Dessa forma, a lei atinge também os cidadãos estadunidenses de etnia hispânica e os imigrantes legais.

Como demonstrado em outro post (clique aqui para ler), os maiores responsáveis pela imigração ilegal nos EUA são os empresários estadunidenses que usam a mão-de-obra barata dos imigrantes ilegais. Se não houvesse quem os empregasse, ninguém iria aos EUA sujeitar-se ao subemprego e à ilegalidade. Mas, por motivos desconhecidos, Jan Brewer prefere atacar o lado mais fraco, ou seja, os imigrantes ilegais, que não possuem os mesmos direitos civis dos cidadãos dos EUA.

A lei, que está prevista para entrar em vigor dia 29 de julho, é considerada inconstitucional e o departamento de Justiça dos EUA declarou que a constituição não permite a mistura de políticas migratórias nacionais e regionais e que a lei da governadora prejudicará as ações federais em relação ao assunto.

Barack Obama ratificou a importância da questão migratória e declarou que tal assunto, por envolver interesse de segurança nacional, deve ser discutido e decidido em nível federal no Congresso dos EUA.

FONTES:
Wall Street Journal - U.S. Sues to Block Arizona Immigration Law
G1 - Governo Obama processa estado do Arizona por nova lei de imigração


POSTADO POR DAVID MELLO EM 06/07/2010 - 21:31
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TERRORISMO DE ESTADO

Durante a madrugada de hoje (31 de maio), no horário local, um conjunto de embarcações civis de uma ONG chamada Free Gaza, que carregava ajuda humanitária em direção à Faixa de Gaza, foi barbaramente atacado por forças militares israelenses em águas internacionais e a ação resultou em, pelo menos, 9 mortes. Um país usou força militar contra civis em águas internacionais: uma clara definição de de terrorismo de Estado. Isso gerou reações em diversos locais do mundo, especialmente na Turquia, porquanto as embarcações pussuíam bandeira daquele país.

Apesar do claro ato de terrorismo praticado por Israel e das reações mundo afora, não há expectativas de que o país sofra qualquer tipo de sanção, pois o estado judeu repousa sobre o colo dos EUA. Se a Turquia atacasse um navio de civis israelenses, a OTAN e a ONU estariam reunidas imediatamente para impor sanções à Turquia. Mas como na diplomacia internacional, há dois pesos e duas medidas, os israelenses podem ficar tranquilos, pois nenhum tipo de punição decorrerá desse ato desleal, pirata, assassino e terrorista.

No entanto, atacar um navio cheio de civis e carregados com comida, equipamentos médicos, agasalho e medicamentos não é uma demonstração de força. É uma demonstração de covardia e, portanto, de fraqueza. À medida que a hegemonia dos EUA está caindo e novas lideranças em um mundo multipolarizado estão emergindo, o Estado de Israel vê a sua segurança, baseada no poder de intimidação dos EUA, caindo vertiginosamente.

Só há uma solução para Israel: construir relações mais saudáveis com as outras nações do mundo, especialmente com os países árabes, permitindo que o povo palestino tenha sua pátria. Se isso é tão difícil de executar, que pelo menos não ataquem militarmente embarcações civis com ajuda humanitária em águas internacionais em direção à faixa de Gaza.

Essa covardia é uma demonstração de fraqueza e desespero. Israel está cultivando inimizades mundo afora, aproveitando-se da proteção dos EUA em troca de dinheiro para campanhas políticas de republicanos e democratas (isso mesmo, quem vota em republicano ou democrata, está, de qualquer maneira, votando em alguém que vai proteger Israel a todo custo). Mas um dia essa proteção irá terminar e a hora de mudar a postura diante dos outros países é agora. Caso contrário, a inexistência do Estado de Israel não será um mero devaneio de islâmicos radicais. Será uma realidade.


POSTADO POR DAVID MELLO EM 31/05/2010 - 14:01
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E O RADICAL É O IRÃ?


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez um apelo às potências ocidentais que respeitem o acordo conquistado entre o Irã, a Turquia e o Brasil, através do qual o Irã cumpre com os requisitos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O acordo prevê que o Irã troque, em território turco, urânio de baixo enriquecimento por combustível necessário para reatores de pesquisas médicas. As potências do Ocidente temem que o Irã use urânio enriquecido para fins bélicos, mas se essa fosse a intenção do presidente Ahmadinejad, por que ele trocaria isso por combustíveis para pesquisas médicas?

Será que os EUA e a UE temem que o Irã jogue máquinas de PET-Scan contra o Pentágono? Não. Os líderes europeus e estadunidenses são espertos o bastante para saber que o material que o Irã receberia em troca do seu urânio não tem nenhum potencial destrutivo. O que todo mundo sabe, porém, é que o Irã tem ricas reservas de petróleo, assim como o Iraque, invadido e ocupado até hoje, com caos, desordem e terrorismo acontecendo todos os dias, especialmente o terrorismo de Estado.

"A declaração de Teerã (sobre um acordo de troca de combustível) constitui a melhor oportunidade; demos um grande passo à frente e dissemos algo muito importante. Já não existem mais desculpas", afirmou o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Além disso, o mandatário iraniano declarou ao presidente Obama que se não aproveitar essa oportunidade, os iranianos não lhe darão outra.

Porém, os líderes da França, China e Estados Unidos, ainda não estão satisfeitos. Em um discurso prolixo, a secretária de estado Hillary Clinton declarou que há diversas lacunas não preenchidas no acordo, sem especificar quais.

Em um mundo com tanta violência, tantos conflitos armados, tanto terrorismo (especialmente o terrorismo de Estado) e tantas ameaças; as nações que se consideram avançadas e desenvolvidas não são capazes de buscar um entendimento com o Irã (que deu um passo importantíssimo nesse aspecto). Os EUA votam sanções contra o Irã e tentam convencer os outros países a fazer o mesmo. Será que teremos mais uma guerra com milhares de mortes em nome do petróleo? Será que os EUA e os países da Europa, que se consideram o cérebro do mundo, não têm capacidade de resolver esses problemas no diálogo e na diplomacia? São necessárias sanções? ameaças? guerras?

Nos anos 80, os EUA apoiaram o Iraque em uma guerra contra o Irã sem vencedores e anos depois, lutou contra o mesmo Iraque que outrora apoiara na Guerra do Golfo. E o radical é o Irã?

Em meados dos anos 90, ao invés de tentar entendimento com Slobodan Milosevic, a OTAN, liderada pelos EUA, bombardeou a antiga Iugoslávia, acertando hospitais, escolas, casas, ambulâncias. E o radical é o Irã?

Sob o pretexto falso de que o Iraque possuía armas de destruição em massa (que até hoje não foram encontradas), os EUA, sem o aval da ONU, invadiram o Iraque, derramando sangue em nome do petróleo e do dinheiro. E o radical é o Irã?

Constantemente os EUA ameaçam militarmente países que discordam de sua política, sempre com o apoio de seus amigos europeus. E o radical é o Irã?

A única nação do mundo que já usou armas nucleares para atacar outra foram justamente os EUA, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, a bordo de um avião chamado "Enola Gay", sobre o Japão em um exibicionismo desnecessário que custou a vida de 90 mil pessoas sobre uma nação que estava a ponto de se entregar. E o radical é o Irã?
POSTADO POR DAVID MELLO EM 26/05/2010 - 09:54
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LEGALIZAÇÃO DO NEONAZISMO NO ARIZONA

A governadora do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Jan Brewer (foto), sancionou, no dia 23 de abril, uma lei proposta por seus correlegionários republicanos, a qual dá poder à polícia de abordar, prender e encaminhar para deportação qualquer pessoa suspeita de ser imigrante ilegal com base no que a lei considera como "suspeitas razoáveis".

A lei prevê que a polícia pode prender, no estado, toda e qualquer pessoa que parecer ser imigrante ilegal e não portar, no momento da abordagem policial, documentos que comprovem sua situação legal no país. Em outras palavras, um imigrante legal, um residente permanente (portador de Green Card) e até mesmo um cidadão dos EUA (naturalizado ou nascido nos EUA) pode ser preso por imigração ilegal pelo simples fato de não circular na rua com todos os documentos que provam sua situação regular caso se pareça com um hispânico (ectoscopicamente definido com uma pessoa de olhos, pele e cabelos escuros).

Como o estado faz fronteira com o México, há, realmente, muitos imigrantes ilegais no Arizona (suspeita-se que haja mais de 400 mil), por outro lado, há muitos imigrantes legais e até mesmo estadunidenses filhos de imigrantes que, por essa razão, possuem aparência física de um hispânico oriundo da América Latina. A lei não faz distinção. Se a pessoa tem pele escura e no momento da abordagem não está com os documentos em mãos, vai ser preso, seja sua situação legal ou ilegal, seja estadunidense ou estrangeiro.

O combate à imigração ilegal é um dos temas mais importantes da vida política dos EUA, especialmente nos estados que fazem fronteira com o México. Trata-se de um problema jurídico, político, econômico e social. Como são imigrantes ilegais e desprovidos de direitos trabalhistas, eles trabalham com pesadas cargas horárias e recebem salários muito aquém do pago a um imigrante legal ou a um cidadão estadunidense. Dessa forma, concorrem deslealmente com os nativos por ofereceram sua mão-de-obra por um valor pífio e isso gera desemprego. Porém, ninguém iria aos EUA trabalhar ilegalmente se não houvesse quem os empregasse. Ou seja, são os próprios cidadãos estadunidenses que causam a imigração ilegal, pois são empresários de lá mesmo que abrem suas portas para os imigrantes ilegais em troca de mão-de-obra barata.

Portanto, além de legalizar o neonazismo, a lei da governadora Jan Brewer será ineficaz no combate a imigração ilegal. Se a mandatária do Arizona tivesse um QI superior a 10 (ou pelo menos uma sinapse em funcionamento), com certeza se preocuparia muito mais com a fonte do problema do que com as consequências. Enquanto houver estadunidenses que se aproveitam da mão-de-obra barata dos imigrantes ilegais, o problema seguirá existindo, independente da vontade da governadora Brewer, dos "minutemen", de Tom Tancredo, de David Duke, da Ku Klux Klan e de outros neonazistas. Nenhuma lei sobre o assunto será eficaz se não prever uma intensa e profunda fiscalização sobre os empresários que empregam pessoas ilegalmente.


POSTADO POR DAVID MELLO EM 08/05/2010 - 15:44
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ATERRO SANITÁRIO

Nos últimos dias, foi noticiado pela imprensa gaúcha, brasileira e inglesa, o depósito de diversos containers nos portos de Santos (SP) e Rio Grande (RS) vindos de Felixtone, no Reino Unido. Inicialmente era uma dezena de containers e hoje (18 de julho) já somam 89, sendo que tudo indica que tem mais lixo cruzando o Atlântico em direção ao Brasil.

Essa quantidade é assustadora. São 1400 toneladas de lixo no total! Mais de 1 milhão de kg!

Indignante foi saber que, na verdade, o Brasil se transformou em aterro sanitário do primeiro mundo porque tem gente que PAGA pra receber lixo! E com certeza LUCRA em cima dessa negociação que não é nem um pouco limpa.

A maioria das empresas suspeitas de envolvimento nesse tráfico de lixo tem sede em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. Os destinatários da "mercadoria" negam que tenham pago para receber camisinhas usadas, bolsas de sangue e seringas usadas, luvas usadas, restos de alimentos, vermes, tampas de banheiros químicos e tudo que se possa imaginar que tenha em um lixão. Eles afirmam que estavam esperando resíduos plásticos para a produção de polímeros (ramo dessas empresas).

Adicionalmente, a imprensa dos dois lados do Atlântico informa que havia bilhetes escritos em português orientando que os brinquedos que estivessem no lixão fossem doados a crianças carentes brasileiras e que era pra lavar antes de usar. Informação confirmada por um brasileiro, dono das duas sempresas britânicas acusadas de exportar o lixo. Isso sugere que o envio de lixo pra cá não era nenhum engano. Pelo contrário, os remetentes sabiam muito bem pra qual aterro sanitário (país de terceiro mundo) estavam enviando. Apesar de não terem muita noção de que seringas, luvas e agulhas usadas NÃO são brinquedos aqui!

A alegação das empresas é que esperavam receber plástico reciclável. Estranho isso em um país que produz tantos resíduos plásticos como o Brasil. O sistema de reciclagem não é perfeito, mas há, em todo o país, nas cidades mais civilizadas, diversos pontos de reciclagem não só de plástico, como de outros materiais. Por que não negociar com eles ao invés de trazer lixo estrangeiro? Essa pergunta foi respondida com uma resposta indignante também: aqui no Brasil não separam os tipos de plástico. Ora! É só negociar essa separação de plástico do tipo que eles querem com as cooperativas no Brasil. Muito mais barato do que trazer lixo estrangeiro! Containers não atravessem o Oceano Atlântico de graça. Além de pagar pelo lixo e pelos impostos aduaneiros, ainda paga-se o frete!

Porém, sabendo-se que é muito mais barato investir em alternativas nacionais para a reciclagem de plástico, torna-se, no mínimo suspeita essa conduta adotada por essas pessoas e é de se questionar os reais motivos que as levam a realizar esse tipo de negociação.

As leis ambientais sobre lixo foram endurecidas na Europa. O que é bom. Porém, muitos optam por não seguir o que dizem as leis locais sobre o manuseio do lixo. Sob o ponto-de-vista deles, qual é a forma mais rápida, fácil e barata de se livrar do lixo? Enviar para outros lugares, como os países de terceiro mundo, vistos como aterros sanitários globais sem lei. Na África Sub-saariana já é tão comum esse envio de lixo que pouca reação ainda é gerada. Eles parecem ter-se acostumado com isso! Mas nós não!

Outro fato de extrema importância, que serve pra reforçar a necessidade de investigar a suspeita de negócio sujo entre os destinatários e remetentes da "mercadoria" é o fato, divulgado pelo site da BBC News, de que o dono das duas empresas britânicas suspeitas de envolvimento nisso é um brasileiro. De fato ele chegou a ser até entrevistado e confirmou que suas empresas são as remetentes. Além disso, confirmou que seus funcionários são os autores dos bilhetes "solidários" às crianças carentes brasileiras.

Como signatário da convenção da Basiléia (de 1992), o Reino Unido não pode enviar lixo ao Brasil e vice-versa. Porém, o Brasil precisa enviar de volta esses containers para não abrir precedentes a novos casos. É o que pensa também o Ministério Público Federal que ordenou ao Ministério das Relações exteriores a comunicação ao governo britânico sobre a devolução para, enfim, a carga ser despachada de volta pra onde veio esse lixo. A procuradora ainda orientou que o ministério informasse isso à convenção da Basiléia, para todos saberem o que aconteceu.

Fontes:
BBC News - Exportadora nega irregularidades no envio de lixo ao Brasil - Entrevista com o brasileiro dono das empresas
BBC News - Brazil demands return of UK waste
BBC News - UK set to take back Brazil waste
Zero Hora: Outra empresa gaúcha importa lixo da Europa


POSTADO POR DAVID MELLO EM 19/07/2009 - 00:28
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MAHMOUD AHMADINEJAD

Eleito pela primeira vez para a presidência do Irã em 2005, o doutor em engenharia civil e planejamento de tráfego, Mahmoud Ahmadinejad representou um marco nas relações entre o mundo islâmico e o Ocidente. Logo após eleito, esteve na sede da ONU em Nova York e demonstrou, por suas palavras, o que esperar do Irã sob a administração Ahmadinejad:

"A prevalência de dominação militar, a pobreza crescente, a lacuna cada vez maior entre países ricos e pobres, o uso de violência para resolver crises, a propagação do terrorismo - especialmente do terrorismo de Estado - a existência e a proliferação de armas de destruição em massa, a impregnante falta de honestidade nas relações entre Estados, a indiferença aos direitos iguais de povos e nações nas relações internacionais, constituem alguns dos desafios e ameças".

Os governos ocidentais, especialmente nos EUA e na Europa, claro, não gostaram desse discurso, principalmente por ele constituir a verdade e um fato que eles não têm a menor intenção de modificar - a lacuna cada vez maior entre países ricos e pobres. Isso, vindo de um país com um potencial muito grande e que, ao mesmo tempo, está incluído na definição política do "Eixo do Mal" criada por Bush, acende a luz vermelha em diversos palácios do poder ao redor do mundo que espalham a pobreza e a assite pelos seus televisores digitais FULL HD.

Um dos princípios do islã refere-se à ajuda ao próximo. Ajudar as pessoas mais necessitas é, para o islã, tão importante quanto orar cinco vezes por dia em direção à Meca. Ahmadinejad, aparentemente, se preocupa com isso, levando em conta seus programas sociais criados para atender os iranianos mais necessitados. Fato pouco mencionado pela imprensa ocidental.

Um erro de Ahmadinejad, com certeza, é sua posição radical anti-Israel. Claro que nenhuma nação precisa concordar com a política semita, porém ao declarar que Israel deveria ser varrido do mapa e ao levar os mais famosos anti-semitas do mundo para discutir em Teerã se o Holocausto realmente foi o que a história afirma ser, Mahmoud estava fazendo duas coisas: aumentando a intensidade da guerra de fatos que disputa contra a mídia ocidental - especialmente dos EUA (majoritariamente controlada por judeus) - e dando aos seus críticos armas poderosas. O único apoio que conseguiu com esse ato foi o da escória da política dos EUA e da Europa, representada por nomes como David Duke, neonazista profissional, ex-membro da KKK (Ku Klux Klan) e admirado por muitos adeptos de suas idéias.

Isso, porém, não representa motivo para invadir o Irã e promover mais uma guerra no mundo. O foco está na questão nuclear. O domínio da tecnologia nuclear pode servir tanto para fins de desenvolvimento como para fins bélicos. Ahmadinejad afirma:

"Uma nação com cultura, lógica e civilização não precisa de armas nucleares. Os países que buscam armas nucleares são aqueles que querem resolver todos os problemas com o uso da força. Nossa nação não precisa destas armas".

O que mais leva a crer que o medo do Ocidente não se fundamenta é a ausência de armas de destruição em massa no Iraque. Os EUA diziam que tinha, a imprensa dizia que tinha, quase todos acreditavam que tinha. Nada além de um método de propaganda consagrado por Joseph Goebbels que afirmava que uma mentira dita 100 vezes torna-se verdade. Não há nenhuma evidência de que o Irã esteja violando qualquer tratado de não-proliferação de armas nucleares. E isso não se dá por falta de tentativa. Com certeza há mais espiões estrangeiros infiltrados no Irã do que se possa imaginar. Se houvesse alguma evidência do uso bélico da tecnologia nuclear, com certeza já teria vindo à tona.

Agora parecem tentar derrubar politicamente Ahmadinejad. Por uma questão de transparência, o ideal seria recontar todos os votos, para tornar irrefragável a reeleição. Porém, essas disputas políticas internas cabem ao povo iraniano. Não é nada, pois, que exija tanques e caças estrangeiros bombardeando vilarejos repletos de civis.


POSTADO POR DAVID MELLO EM 21/06/2009 - 16:13
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10 ANOS DE COLUMBINE: O QUE HAVIA POR TRÁS DA TRAGÉDIA


No dia 20 de abril de 1999, o presidente Bill Clinton precisou fazer um pronunciamento de emergência ao povo de seu país. O motivo foi o assassinato de 13 estudantes do tradicional colégio Columbine, no estado do Colorado, por dois atiradores que logo depois se mataram.

Nesse mesmo dia, o nascimento de Adolf Hitler completava 110 anos. O que deixa de ser coincidência ao saber-se que a dupla viu no irracional neonazismo um ponto em comum e que evoluiu para os desdobramentos que se passaram exatamente há 10 anos.

A escola de Columbine valorizava muito os estudantes esportistas, dando privilégios especiais para os jogadores de baseball, futebol americano e basquete (nada muito diferente do que os lugares onde estudei). Todavia, Eric Harris e Dylan Klebold achavam mais interessante ler e aprender linguagens de programação do que ficar correndo atrás de bolas ovais ou pegar um taco na mão. Isso os tornava excluídos, pois ninguém queria saber de conviver com "perdedores" e aqueles estudantes exemplares (leia-se: exemplar = atleta), consideravam-se superiores a Eric e Dylan, tratando-os sempre de forma vexatória e humilhante.

Eles eram condenados por não serem bons atletas e a pena era a humilhação diária. Isso é que se chama de Bullying e ninguém se importava com isso antes de Columbine.

Afinal, quem foi o culpado por Columbine? Qualquer resposta pode estar certa, desde que não aponte os nomes de Eric e Dylan como os únicos responsáveis.

Eis alguns culpados:

SISTEMA
O sistema estava todo errado. Por causa disso, criava-se uma casta de seres superiores e outra de vermes (como eram tratados Eric e Dylan) por razões totalmente fúteis (eu sou bom em esportes, logo eu sou superior. Tu não sabes jogar basquete, tu és inferior).

ATLETAS
O comportamento dos "atletas" ao humilharem os outros certamente contribuiu muito também para o que aconteceu lá. Depois de Columbine, muitos aprenderam que a medalha de ouro em humilhar os outros pode vir na forma de uma bala na cabeça!

FALTA DE AÇÃO CONTRA O BULLYING
A tipificação do Bullying como uma coisa normal de adolescente ou até mesmo a ignorância sobre os impactos disso nas vítimas foram fortes contribuintes também.

De forma um pouco diferente, com um número maior de mortos, porém pela mesma razão, Columbine se repetiria em uma escola brasileira cujo fato do nome iniciar com a letra "C" não era a única coincidência com Columbine.

Isso ocorreria em fevereiro de 2002. "Michael Pardall" Já não suportava mais o escárnio. "Michael" planejou tudo. O plano, com todos os detalhes acabou vazando e certas pessoas viram que aquele "ser inferior", que não sabia jogar nada direito, não se dava bem com as mulheres e se refugiava na frente de um computador aprendendo linguagens de programação, já havia planejado quando, onde e como cada um deles iria pagar por terem feito dele o alvo preferido de suas humilhações.

Pardall só foi levado a sério e tratado como ser humano quando eles entenderam que nem todo mundo que fica quieto diante de humilhações está exatamente aceitando isso e que as consequências do que se faz contra um ser considerado inferior podem terminar no Fragata.

Ninguém gosta de ser humilhado. Portanto, antes de humilhar seu colega porque ele não sabe dar um saque direito em um jogo de vôlei ou porque não sabe jogar futebol como tu, lembre-se de Columbine e imagine-se implorando de joelhos por tua vida diante daquele ser que tu humilhavas. E imagine que isso não vai adiantar. Porque, de fato, não vai!

LET'S PREVENT ANOTHER COLUMBINE SHOOTING! STOP BULLYING NOW!
POSTADO POR DAVID MELLO EM 20/04/2009 - 22:02
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PRIMEIRA REUNIÃO COM O PRESIDENTE OBAMA

O Presidente Luís Inácio Lula da Silva reuniu-se em Washington com o presidente dos EUA Barack Obama pela primeira vez. A pauta principal da reunião não poderia ser outra: a crise econômica mundial.

O presidente Lula deixou claro que a resolução dessa crise passa por decisões políticas e ratificou o que fora dito pelo ministro Guido Mantega de que somente o aumento da oferta de crédito impulsionará a economia.

Um discurso é complementar ao outro. Sem decisões políticas acertadas, os bancos não podem oferecer crédito e se eles não podem oferecer crédito, as empresas em dificuldade não tem acesso ao dinheiro que precisam para se manter e dessa maneira quebram e deixam desempregados em todos os cantos do mundo.

Ademais, foi discutida a questão dos biocombustíveis, ponto delicado de discussão entre os dois países, no qual faz-se mandatória a derrubada do protecionismo aos produtores de etanol dos EUA a partir do milho em vantagem do etanol brasileiro a partir da cana.

Os presidentes terão, em 2009, pelo menos mais duas oportunidades para dialogar: na cúpula do G20 na Europa e na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago (país insular de língua inglesa próximo à Venezuela).

Espera-se que o novo presidente dos EUA volte sua atenção para as Américas mais do que seu antecessor, cujo único interesse exterior era sua Guerra no Iraque.


POSTADO POR DAVID MELLO EM 15/03/2009 - 00:06
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ITÁLIA QUER TRANSFORMAR MÉDICOS EM ESPIÕES

Hoje o senado italiano aprovou um projeto de lei apresentado pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, direitista fanático, que autoriza médicos a denunciar imigrantes ilegais que eles atendem. A organização Médicos Sem Fronteiras protestou nos últimos dias em virtude desse projeto de lei sob o lema: "Somos médicos, não espiões".

A imigração ilegal é uma questão séria nos países desenvolvidos, como a Itália. Contudo, quem se submete à ilegalidade em um país estrangeiro está tentando ter uma vida melhor do que em seus países de origem, geralmente miseráveis ou em guerra. Junto com a ilegalidade vêm as enormes jornadas de trabalhos e os salários bem mais baixos do que os pagos para os cidadãos do país (em geral, o imigrante ilegal é o primeiro a chegar no trabalho, o último a sair e o que recebe o menor vencimento).

Os países ricos se preocupam com isso, ainda mais em tempos de crise, pois os cidadãos desses países precisam competir com uma mão-de-obra muito mais barata, ou seja, caem os salários e aumenta o desemprego. Ademais, boa parte dos imigrantes ilegais vive na pobreza, mesmo nos países ricos, e sabe-se que junto com essa questão social vêm sérios problemas como o aumento da violência.

Mas a Itália, assim como todos os países desenvolvidos, está cometendo um erro grotesco no combate à imigração ilegal: está atacando a consequência do problema, não a causa. Esse projeto italiano, bem como diversos outros em outras nações, criminaliza o imigrante ilegal, não os que usam a sua mão-de-obra. Impunes, os empregadores de estrangeiros ilegais contam com o privilégio de ter funcionários que trabalham mais, recebem menos e sequer podem reclamar por seus direito.

Esses países, que se consideram tão adiantados, ainda não se deram conta que a causa da imigração ilegal é o fato de haver quem empregue os imigrantes ilegais.

Quanto ao título desse post, deve-se salientar que a função dos médicos não é denunciar os outros, mesmo porque a ética médica exige sigilo da relação médico-paciente. Se a Itália não tem um departamento de imigração competente, não são os médicos que devem quebrar a ética da profissão e denunciar um paciente porque ele parece ser um imigrante ilegal. Definitivamente, não é essa a função da medicina.


POSTADO POR DAVID MELLO EM 05/02/2009 - 16:56
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CADÊ O ITAMARATY?

Dois fatos publicados nesse blog mostram a inépcia do ministério das relações exteriores, comandado pelo ministro Celso Amorim, em resolver questões importantes que são (ou deveriam ser) de sua jurisdição.

Em primeiro lugar, o caso de Cesare Battisti. Por meio do próprio ministério das relações exteriores, o governo italiano pediu a extradição do ex-terrorista condenado por quatro assassinatos em seu país. Por motivos certamente ideológicos, o Itamaraty preferiu traumatizar as relações entre os dois países ao passar para o ministério da Justiça o caso de Battisti, que foi, por Tarso Genro, considerado um refugiado político, justificativa que os italianos não engolem para justificar a não-extradição, pois seria o mesmo que dizer que a Itália não é uma democracia. Essa foi mais uma amostra de covardia do Itamaraty.

Outro caso da alçada do Ministério das Relações Exteriores são os crescentes casos de deportações de brasileiros da Espanha, onde sofrem maus-tratos até serem embarcados de volta sem justificativa nenhuma.

Nesse caso, caberia ao Itamaraty pedir esclarecimentos urgentes à Espanha e aplicar o princípio da reciprocidade, passando, por lei, a exigir dos espanhóis que entram no Brasil o mesmo que nos exigem ao entrar lá.

Mas, aparentemente, o ministro está ocupado demais tentando lembrar de todas as besteiras que fez à frente do Itamaraty


POSTADO POR DAVID MELLO EM 29/01/2009 - 09:30
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SEGUNDA-FEIRA
06 DE SETEMBRO DE 2010


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